Conta de luz contribui para mais de um quinto da inadimplência no Brasil
Serviços essenciais, como energia elétrica, representam 22,1% das dívidas em atraso, evidenciando a necessidade de soluções para reduzir custos.
Associações alertam que exigências do banco aumentam custos e afetam investimentos e empregos no mercado fotovoltaico.
Associações do setor de energia solar vêm pressionando o Banco do Nordeste a revisar as atuais exigências de suas linhas de crédito, incluindo o FNE Sol, que passaram a priorizar equipamentos fabricados nacionalmente. Segundo entidades, a medida eleva significativamente os custos de projetos e pode reduzir a geração de empregos na cadeia fotovoltaica.
O movimento nacional, liderado pelo Movimento Solar Livre (MSL), envolve dezenas de associações e frentes estaduais de geração distribuída. Em ofícios enviados ao banco, as entidades pedem flexibilização da regra, apontando o descompasso entre a política pública e a realidade do mercado, onde a produção nacional responde por menos de 5% da demanda total.
Os impactos financeiros já são evidentes: projetos que custariam R$ 250 mil chegam a quase R$ 330 mil com a exigência do FINAME. Em projetos menores, os aumentos variam entre 30% e 40%, segundo relatos de associações. Além disso, o setor alerta para reflexos sobre integradoras e empregos, estimando mais de 257 mil vagas no Nordeste diretamente ligadas à cadeia solar.
A mobilização se estendeu a nível nacional, com reuniões em superintendências regionais do BNB. Na Bahia, Rio Grande do Norte e Piauí, associações apresentaram dados técnicos e econômicos mostrando os efeitos da política sobre custos, competitividade e viabilidade de financiamento.
Em resposta, o BNB afirmou que segue as determinações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que priorizam o financiamento de bens produzidos no país, garantindo condições mais vantajosas para equipamentos nacionais, como juros menores e prazos de carência ampliados. O banco destacou que a política é aplicável a todos os fundos constitucionais sob sua gestão e prevê exceções para máquinas importadas na ausência de similar nacional.
O debate segue aberto, com o setor defendendo ajustes que permitam equilibrar o estímulo à indústria nacional sem comprometer investimentos e a expansão da energia solar no Nordeste.
Conheça nossa rede de integradores parceiros e encontre a opção ideal para seu projeto solar agora mesmo.
Seja um parceiro
Estamos presentes em todo o Brasil, faça parte de nossa rede ideal de integradores.