Setor solar pode desacelerar em 2026, projeta ABSOLAR

Estudo aponta queda de investimentos e expansão da fonte devido a entraves regulatórios, cortes de geração e crédito caro.

Setor solar pode desacelerar em 2026, projeta ABSOLAR
Notícia 20/11/2025 • Brasil

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica divulgou sua projeção anual para o setor indicando que o ritmo de crescimento da energia solar no Brasil deverá diminuir em 2026. A entidade estima retração na expansão e nos investimentos em comparação com 2025.

Caso o cenário se confirme, será o segundo ano consecutivo de desaceleração após o recorde histórico registrado em 2024. Segundo a associação, a instalação de novos projetos, tanto grandes usinas quanto sistemas de geração própria, deve cair cerca de 7% no próximo ano.

A previsão indica que a fonte solar deverá adicionar 10,6 GW de capacidade instalada em 2026, abaixo dos 11,4 GW previstos para 2025. O volume esperado para 2025 já representa redução de 24% frente aos 15 GW incorporados em 2024.

No segmento de grandes usinas, a entidade aponta os prejuízos provocados pelos cortes de geração (curtailment) como principal fator de desaceleração. Já na geração distribuída, destaca-se o aumento das dificuldades de conexão à rede, frequentemente justificadas por riscos de inversão de fluxo.

Além dessas barreiras, fatores macroeconômicos e tributários devem desestimular novos investimentos. Entre os principais pontos citados estão o custo elevado do crédito, com juros próximos de 15% ao ano, a volatilidade do dólar e as altas alíquotas de importação aplicadas a equipamentos fotovoltaicos.

Impactos econômicos e no emprego

Diante desse cenário, a projeção indica investimentos de aproximadamente R$ 31,8 bilhões em 2026, abaixo dos cerca de R$ 40 bilhões estimados para 2025. O reflexo também aparece no mercado de trabalho: a expectativa é de criação de 319,9 mil empregos no próximo ano, contra 396,5 mil previstos para este ano.

A arrecadação tributária associada à cadeia solar também deve diminuir, passando de mais de R$ 13 bilhões em 2025 para cerca de R$ 10,5 bilhões em 2026.

Apesar da desaceleração, a energia solar continuará ampliando sua participação na matriz elétrica brasileira. A entidade projeta que o país alcance 75,9 GW de potência solar instalada acumulada até o fim de 2026. Desse total, 51,8 GW devem vir de pequenos e médios sistemas instalados pelos próprios consumidores, enquanto 24,1 GW corresponderão a grandes usinas conectadas ao SIN.

Atuação política e busca por soluções

Diante do cenário projetado, a associação informou que pretende intensificar sua atuação institucional em Brasília em 2026. A estratégia inclui apresentar propostas a candidatos à Presidência da República e a representantes políticos, com o objetivo de buscar soluções para os cortes de geração, os entraves de conexão da geração distribuída e a regulamentação do armazenamento de energia no país.

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