Tarifa Branca transforma consumidor em peça-chave da energia
Novo modelo tarifário e geração distribuída colocam o consumidor no centro da gestão energética.
Levantamento aponta crescimento do ACL e prevê novas migrações no primeiro semestre de 2026.
O Ambiente de Contratação Livre (ACL) consolidou sua expansão em 2025, registrando a entrada de 21.707 novos consumidores no mercado livre de energia. Dados divulgados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica indicam que o movimento confirma a abertura do setor para unidades consumidoras de menor porte e reforça uma mudança estrutural no modelo de contratação elétrica no Brasil.
O volume anual supera com folga os 7.397 registros de 2023 e sucede o forte avanço observado em 2024, quando ocorreram 26.834 migrações. Na comparação com 2023, o crescimento chega a 193%, demonstrando que a adesão ao ACL deixou de ser pontual e passou a integrar a dinâmica regular de contratação de energia.
O fluxo de migrações se manteve consistente ao longo do ano. Os maiores volumes foram observados em janeiro, com 3.017 entradas, e em novembro, com 3.136, enquanto dezembro encerrou o período com 1.083 novas adesões.
Total de consumidores segue em alta
A expansão elevou significativamente o número de unidades consumidoras registradas na CCEE. O total passou de 40.566 em janeiro de 2024 para 64.475 em dezembro do mesmo ano. Em 2025, o crescimento continuou: o ano começou com 67.436 consumidores e terminou com 85.450 registros ativos.
Apesar da alta no número de agentes, o consumo médio mensal apresentou variações moderadas. Após atingir 29.903 MW méd em janeiro de 2025, o indicador encerrou dezembro em 28.476 MW méd.
Varejo domina adesões ao ACL
O modelo varejista permaneceu como principal porta de entrada para novos consumidores, respondendo por 81% das migrações em 2025. No total, foram 17.495 unidades consumidoras que ingressaram no mercado livre por meio de representantes varejistas.
O número confirma a consolidação desse segmento, que havia registrado 1.103 migrações em 2023 e saltado para 19.864 em 2024. O levantamento também mostra 3.499 migrações realizadas por agentes existentes e 713 por novos agentes.
Pequenos consumidores lideram movimento
A pulverização do mercado foi um dos principais destaques do ano. Consumidores com demanda igual ou inferior a 0,5 MW representaram 93% das migrações, enquanto apenas 7% superaram esse patamar.
O dado evidencia a transformação do perfil do ACL, historicamente dominado por grandes indústrias. Em 2023, consumidores acima de 0,5 MW respondiam por 33% das migrações; em 2024, o índice caiu para 8% e, em 2025, para 7%.
Outro indicador relevante é o crescimento da participação de pessoas físicas. Foram registradas 370 migrações por CPF em 2025, aumento de 9% em relação às 339 observadas em 2024.
Serviços e comércio puxam adesões
Entre os setores econômicos, serviços liderou as migrações, com 6.648 unidades consumidoras, seguido pelo comércio (4.098). Na sequência aparecem alimentícios (1.940), saneamento (1.790), manufaturados diversos (1.780) e minerais não metálicos (904).
Também foram registradas migrações nos segmentos de metalurgia e produtos metálicos (665) e madeira, papel e celulose (433). O relatório aponta ainda 2.029 migrações classificadas como “API”, relacionadas ao novo modelo digital de integração varejista, cuja atividade final nem sempre é identificada com precisão.
Expansão regional e liderança paulista
No recorte geográfico, São Paulo liderou as migrações em 2025, com 6.114 novas unidades consumidoras. Em seguida aparecem Paraná (2.214) e Minas Gerais (1.743).
O levantamento também indica avanço do interesse pelo mercado livre em estados do Norte e Nordeste, como Ceará, Mato Grosso e Pará, além de destaque para Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia.
Perspectiva para 2026
A CCEE projeta continuidade do crescimento no curto prazo. A expectativa é de que mais de 9.200 consumidores ingressem no ACL apenas no primeiro semestre de 2026, com base nas solicitações de migração em andamento.
O relatório ressalta que os números podem sofrer ajustes devido a recontabilizações, mudanças de titularidade, desligamentos e outras atualizações cadastrais.
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