Geração centralizada lidera transações no mercado solar brasileiro até setembro de 2025

Boletim da Greener mostra 33 operações até o 3º trimestre, com destaque para a autoprodução e crescimento de 68% em potência transacionada.

Geração centralizada lidera transações no mercado solar brasileiro até setembro de 2025
Notícia 28/10/2025 • Brasil

O mercado de fusões e aquisições do setor solar brasileiro manteve-se estável até o 3º trimestre de 2025, registrando 33 transações, segundo o Boletim M&A da Greener. O número representa apenas uma operação a menos em relação ao mesmo período de 2024, indicando maturidade nas negociações do segmento.

As usinas de geração centralizada (GC) continuam na liderança, respondendo por 42% das operações do ano. O modelo de autoprodução se consolidou como principal motor de crescimento, com 100% das operações de GC realizadas neste trimestre.

Já a geração distribuída (GD) manteve ritmo semelhante ao ano anterior, com sete transações registradas até setembro, apenas uma a menos que em 2024.

Crescimento gradual e estabilidade
Desde 2022, a Greener mapeou 135 transações no setor, sendo 34 até o mesmo período de 2024. Comparado ao trimestre anterior, o volume cresceu 5%, sinalizando uma recuperação gradual após um primeiro semestre mais moderado. Entre empresas da cadeia fotovoltaica, foram contabilizadas 12 transações até setembro, mantendo consistência na consolidação do setor.

Potência e desinvestimentos
No acumulado de 2025, foram negociados 1,6 GWp em GC, um aumento de 68% em relação a 2024, impulsionado por contratos estruturados entre geradoras e grandes consumidores. Um dos movimentos mais relevantes do período foi o desinvestimento da Raízen, que vendeu portfólios solares de GD avaliados em cerca de R$ 600 milhões, totalizando 40 usinas.

Integração entre energia e tecnologia
O boletim também destaca a aproximação entre energia e tecnologia, estimulando aquisições estratégicas voltadas à digitalização e eficiência operacional. Entre os exemplos estão a aquisição da Auren Energia pela Way2, a fusão do Grupo Ludfor com a Trifase Energia e a compra da Unifique pela Holding Sustentys.

Destaques do trimestre:

Minas Gerais completou o segundo trimestre consecutivo sem transações de GD;

Desinvestimentos da Raízen movimentaram o mercado de GD;

Setor de tecnologia reforça presença no segmento, mostrando tendência de convergência entre eficiência e sustentabilidade.

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