Tarifa Branca transforma consumidor em peça-chave da energia
Novo modelo tarifário e geração distribuída colocam o consumidor no centro da gestão energética.
Expansão será liderada pela geração distribuída, enquanto curtailment limita avanço das grandes usinas solares.
O Brasil deve encerrar 2025 com 11,86 GW de potência solar adicionada à matriz elétrica, considerando os segmentos de geração distribuída (GD) e geração centralizada (GC). A projeção é do Canal Solar, com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Do total estimado, 9,05 GW devem vir da geração distribuída, modalidade que inclui sistemas fotovoltaicos instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos em residências, comércios e propriedades rurais.
Já a geração centralizada — formada por grandes usinas conectadas diretamente ao Sistema Interligado Nacional (SIN) — deve contribuir com 2,81 GW ao longo do ano.
Crescimento impulsionado por residências e comércios
Os consumidores residenciais foram responsáveis por cerca de 57% das conexões de geração distribuída em 2025, mantendo o padrão observado nos últimos anos. O segmento comercial e industrial (C&I) também apresentou participação relevante, representando aproximadamente 31% das conexões realizadas.
Esse avanço reflete a busca por economia na conta de energia, previsibilidade de custos e maior autonomia energética.
Curtailment freia expansão das grandes usinas
Apesar do crescimento da fonte solar, a geração centralizada apresentou retração significativa em 2025, encerrando o ano com cerca de metade da potência adicionada em 2024.
Um dos principais fatores é o aumento do curtailment — quando a energia gerada não consegue ser escoada pelo sistema. Em novembro de 2025, aproximadamente 28% da energia que deixou de ser transmitida no país teve origem em usinas fotovoltaicas.
O impacto é mais acentuado nas regiões Nordeste e Norte, que concentram grande parte dos empreendimentos solares devido à elevada irradiação solar.
Nessas áreas, a expansão da geração superou o ritmo de crescimento das redes de transmissão, especialmente em regiões distantes dos grandes centros de consumo.
Além de reduzir receitas dos geradores, o risco de curtailment tem levado investidores a adiar ou redimensionar projetos enquanto aguardam novos leilões de transmissão e reforços estruturais.
O cenário também pressiona o Ministério de Minas e Energia (MME) e a ANEEL a priorizarem soluções de infraestrutura e integração, evitando gargalos diante da prevista expansão das fontes renováveis nos próximos anos.
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