China amplia liderança global em renováveis e acelera transição energética

Relatório internacional aponta domínio chinês em solar, eólica e mobilidade elétrica impulsionado por investimentos massivos.

China amplia liderança global em renováveis e acelera transição energética
Notícia 07/11/2025 • China

A China consolidou sua posição de liderança na transição energética global, impulsionada por investimentos robustos e expansão acelerada das fontes renováveis. Dados do relatório Global Electricity Mid-Year Insights 2025, publicado pelo Ember, indicam que, nos 12 meses até junho de 2025, o país gerou 2.073 TWh apenas com energia solar e eólica — volume superior ao produzido por fontes como hidrelétrica, nuclear e bioenergia, que somaram 1.936 TWh.

Expansão de solar e eólica

Entre 2021 e 2024, a capacidade instalada combinada dessas fontes mais que dobrou, passando de 635 GW para 1.408 GW. Somente no primeiro semestre de 2025, a geração solar e eólica cresceu 27% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em 2024, essas fontes responderam por cerca de 18% da matriz elétrica chinesa — o dobro da participação registrada em 2020.

Investimentos e avanço no armazenamento

O país também lidera os investimentos globais em energia limpa. Em 2024, foram aplicados aproximadamente US$ 625 bilhões no setor, equivalente a 31% dos aportes mundiais. O armazenamento de energia tornou-se prioridade estratégica, especialmente com baterias de íon-lítio, cuja implantação triplicou nos últimos anos. Apenas em 2024, a China adicionou 37 GW/91 GWh em sistemas de armazenamento — volume superior ao combinado de Estados Unidos e Europa.

Mobilidade elétrica e impactos globais

A liderança chinesa também se destaca na eletromobilidade. A participação de veículos elétricos nas exportações automotivas do país saltou de 7% em 2020 para 41% nos primeiros cinco meses de 2025.

Mercados emergentes superaram a União Europeia como principal destino desses veículos, com exportações crescendo de US$ 0,5 bilhão em 2020 para US$ 16,5 bilhões em 2024.

No Brasil, o impacto já é perceptível. Modelos como o BYD Dolphin Mini foram lançados por cerca de US$ 20 mil, enquanto o BYD Seagull — vendido na China por menos de US$ 8 mil — pode chegar ao mercado nacional com preços competitivos, dependendo de impostos e logística.

Desde 2020, empresas chinesas de veículos elétricos e baterias anunciaram aproximadamente US$ 80 bilhões em investimentos para construção de fábricas em mercados como Brasil, Indonésia e Tailândia.

Redução de emissões e metas climáticas

Até o primeiro semestre de 2025, a China conseguiu atender sua demanda adicional de eletricidade com fontes renováveis, reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito estufa e o uso de carvão.

O avanço contrasta com a trajetória dos Estados Unidos, que não conseguiram suprir sua demanda apenas com energia limpa e voltaram a utilizar carvão, elevando as emissões em cerca de 33 milhões de toneladas de CO₂.

Em abril de 2025, durante reunião de líderes sobre clima e transição justa promovida pela Organização das Nações Unidas e pelo governo brasileiro, a China reafirmou seu compromisso climático, sinalizando continuidade do apoio político e financeiro à expansão das energias limpas.

A postura indica que o país continuará exercendo influência decisiva na próxima fase da transição energética global, com impactos diretos em cadeias industriais e mercados ao redor do mundo.

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