Tarifa Branca transforma consumidor em peça-chave da energia
Novo modelo tarifário e geração distribuída colocam o consumidor no centro da gestão energética.
Empresa fortalece operações de armazenamento no país e posiciona a subsidiária e-STORAGE para disputar o LRCAP.
A Canadian Solar tem ampliado sua atuação no mercado brasileiro de armazenamento de energia, estruturando equipes dedicadas a projetos com baterias para diferentes segmentos. A estratégia inclui aplicações comerciais e industriais e projetos de grande porte voltados ao Leilão de Reserva de Capacidade, considerado um passo importante para consolidar os sistemas BESS no país.
Para atender essas frentes, a empresa promove no Brasil a solução modular de armazenamento Kubank, voltada principalmente para aplicações comerciais e industriais. A tecnologia permite instalação escalável e adaptação a diferentes perfis de consumo. Já os projetos de grande porte ficam sob responsabilidade da subsidiária e-STORAGE, especializada em sistemas de armazenamento em escala utility.
Segundo Irene Sultanum, responsável pelas vendas de armazenamento da companhia no Brasil, a estratégia atual prioriza projetos que gerem valor econômico direto para clientes comerciais e industriais. Entre as aplicações mais comuns está o chamado time shift, que consiste em armazenar energia em períodos de menor custo para utilizá-la em horários com tarifas mais elevadas.
Além do fornecimento de equipamentos, a empresa também oferece suporte técnico completo, incluindo engenharia, dimensionamento dos sistemas e serviços ao longo do ciclo de vida dos projetos. Entre as iniciativas recentes está a implementação de um programa de operação e manutenção (O&M), voltado a garantir maior confiabilidade e desempenho dos sistemas instalados.
Outro diferencial destacado pela executiva é a estrutura local da empresa no Brasil. A companhia realiza a importação dos equipamentos, mantém estoque no país e comercializa os sistemas com faturamento em moeda local, o que reduz riscos cambiais e simplifica o processo de aquisição para clientes.
No segmento comercial e industrial, a empresa já comercializou mais de 18 projetos, com parte das instalações previstas para entrar em operação ainda no primeiro semestre. A estratégia inclui atender desde aplicações menores, com poucos gabinetes de baterias, até sistemas mais robustos.
No campo dos projetos de grande porte, Rafael Moura, responsável pela operação da e-STORAGE no Brasil, avalia que o leilão de capacidade para armazenamento é inevitável e deverá ocorrer em breve. Segundo ele, o certame será fundamental para permitir que o sistema elétrico brasileiro incorpore soluções de flexibilidade e estabilidade.
O executivo destaca que o interesse internacional no mercado brasileiro de baterias já é elevado, com dezenas de fabricantes participando de processos de cotação. Em projetos desse porte, fatores como financiamento, gestão de riscos, histórico de execução e garantias contratuais passam a ter peso relevante na escolha dos fornecedores.
Outro ponto apontado é a volatilidade do mercado global de baterias, influenciado principalmente pelas variações no preço do lítio, commodity negociada internacionalmente. Mesmo diante dessas oscilações, Moura afirma que os contratos firmados mantêm compromissos de entrega e cronogramas definidos.
Para os executivos, o avanço do armazenamento de energia no Brasil dependerá não apenas de condições regulatórias e econômicas, mas também da presença de fornecedores capazes de garantir suporte técnico e operacional ao longo de décadas. Nesse cenário, a consolidação do mercado tende a ocorrer conforme novos projetos forem implementados e as primeiras contratações em larga escala forem realizadas.
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