Qair inaugura complexo solar bilionário e amplia presença no Ceará
Primeira fase do projeto em Icó soma 234 MWp e reforça o avanço da energia renovável no Nordeste.
Geração centralizada avança rapidamente, mas enfrenta desafios operacionais como o curtailment e gargalos na transmissão.
A geração centralizada (GC) de energia solar ultrapassou a marca de 20 GW de capacidade operacional no Brasil neste fim de ano, segundo dados atualizados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Diferentemente da geração distribuída (GD), instalada em telhados residenciais e comerciais, a GC é composta por grandes usinas solares conectadas diretamente ao sistema de transmissão e ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Entre os estados com maior capacidade operacional estão:
Minas Gerais – 8,15 GW (40,66%)
Bahia – 2,67 GW (13,32%)
Piauí – 2,40 GW (11,98%)
Ceará – 1,78 GW (8,91%)
Rio Grande do Norte – 1,52 GW (7,61%)
Pernambuco – 1,33 GW (6,66%)
São Paulo – 1,21 GW (6,08%)
Paraíba – 0,71 GW (3,56%)
Rio Grande do Sul – 0,49 GW
Mato Grosso – 0,28 GW
O crescimento da modalidade é recente: até 2017, as grandes usinas fotovoltaicas tinham participação praticamente inexistente na matriz elétrica. Atualmente, além dos projetos em operação, há 4,76 GW em construção e 105,1 GW de potência outorgada aguardando implantação.
Apesar da expansão acelerada, a GC enfrenta desafios operacionais. Em 2025, cerca de 20,6% de toda a energia solar e eólica disponível no país deixou de ser aproveitada devido a cortes de geração (curtailment).
Segundo levantamento da Volt Robotics, as perdas econômicas associadas à energia não escoada superaram R$ 6 bilhões ao longo do ano, pressionando a rentabilidade dos empreendimentos e ampliando a preocupação com a infraestrutura de transmissão.
Nesta segunda-feira (29), o Ministério de Minas e Energia (MME) informou que o Complexo Fotovoltaico Novo Oriente, localizado em Ilha Solteira, entrou integralmente em operação comercial.
O empreendimento reúne seis usinas solares, somando 254,50 MW de capacidade instalada, distribuídas em 82 unidades geradoras. O investimento estimado é de R$ 1,22 bilhão.
O complexo integra a carteira do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e está enquadrado no REIDI (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura), que concede benefícios fiscais a projetos estratégicos do setor elétrico.
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