Distribuidora aposta em baterias para reforçar rede elétrica no Paraná
Investimento em sistema de armazenamento busca aumentar a estabilidade e atender picos de demanda sem ampliar infraestrutura.
Sistema híbrido com 3 MWp solar e BESS de 5 MWh deve reduzir consumo de diesel e gerar economia mensal estimada em R$ 165 mil.
Uma operação de mineração de ouro localizada na Baixada Cuiabana passará a utilizar um sistema energético híbrido que combina geração solar fotovoltaica, armazenamento em baterias e geradores a diesel já existentes. O projeto será implementado pela multinacional francesa GreenYellow para a Mineradora Monte Cristo.
Instalada no município de Nossa Senhora do Livramento, a operação mineradora envolve processos intensivos em energia, incluindo moagem e refino do material rochoso até a separação do ouro. A solução proposta integra geração solar e armazenamento em baterias (BESS) operando em configuração de microgrid.
O sistema fotovoltaico terá potência instalada de 3 MWp e deverá produzir cerca de 4,74 GWh por ano. Parte dessa energia será utilizada diretamente na operação da mina, enquanto outra parcela será direcionada ao carregamento do sistema de armazenamento, que terá capacidade de 5 MWh. Os geradores a diesel permanecem como fonte complementar de backup para garantir a continuidade das operações.
De acordo com a empresa responsável pela implementação, o projeto segue o modelo Energy as a Service (EaaS), no qual não há necessidade de investimento inicial por parte do cliente. O pagamento ocorre somente após o início da operação do ativo, com base no desempenho energético da solução.
O investimento total estimado é de aproximadamente R$ 18 milhões e a expectativa é gerar economia mensal próxima de R$ 165 mil para a mineradora. Além da redução de custos operacionais, o sistema também deve contribuir para diminuir emissões de carbono associadas ao consumo de diesel, com redução estimada entre 50 e 106 toneladas de CO₂, dependendo do nível de uso do combustível fóssil como backup.
A solução inclui ainda um sistema de gestão energética (EMS) responsável por monitorar e controlar em tempo real a geração, o armazenamento e o consumo de energia da operação. Segundo a empresa, a ferramenta permitirá otimizar o uso da energia solar, reduzir perdas e aumentar a resiliência da unidade frente a falhas ou oscilações no fornecimento da rede elétrica.
A região onde a mina está instalada enfrenta desafios relacionados à infraestrutura elétrica, incluindo interrupções de fornecimento, variações de tensão e limitações para ampliação da demanda contratada. Nesse contexto, a integração de geração local e armazenamento busca aumentar a autonomia energética da operação.
Executivos envolvidos no projeto destacam que o BESS poderá desempenhar múltiplas funções operacionais, como armazenamento para uso em horários de maior custo de energia, suporte em picos de demanda e fornecimento emergencial em situações de interrupção da rede.
A entrada em operação da solução está prevista para dezembro de 2026, marcando um avanço na adoção de microgrids híbridas em atividades industriais intensivas em energia no país.
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