Tarifa Branca transforma consumidor em peça-chave da energia
Novo modelo tarifário e geração distribuída colocam o consumidor no centro da gestão energética.
Empresa projeta R$ 1,9 bilhão em investimentos e amplia atuação mesmo diante de incertezas regulatórias.
Em meio aos debates regulatórios e incertezas políticas que cercam a geração distribuída (GD), a AXS Energia segue em trajetória de crescimento e prevê investir R$ 1,9 bilhão até 2027.
A empresa pretende alcançar 350 MW em ativos operacionais e expandir sua base para 50 mil clientes nos próximos dois anos, reforçando a convicção de que gerar energia próxima ao consumo é o modelo mais eficiente e sustentável para o sistema elétrico.
Fundada em 2021, a AXS integra o Grupo Roca, que atua em toda a cadeia do setor elétrico — da engenharia e construção à operação e manutenção. Além da expansão em GD, a companhia prepara projetos em armazenamento de energia e geração centralizada, mirando a abertura do mercado livre para baixa tensão.
Trajetória e estrutura do grupo
Segundo o CEO Rodolfo Pinto, a empresa nasce com mais de 15 anos de experiência acumulada no setor de energias renováveis.
Ele participou da fundação da Araxá Solar, pioneira no setor fotovoltaico brasileiro, e posteriormente criou uma joint venture com a ENGIE para atuação em geração distribuída no país.
Hoje, o Grupo Roca reúne empresas que cobrem toda a cadeia de valor do setor elétrico, incluindo desenvolvimento, engenharia, construção, investimento e operação de ativos energéticos.
Expansão e investimentos
Atualmente, a AXS possui cerca de 20 mil clientes e 200 MW em operação, além de 150 MW em construção. São 113 projetos no total, distribuídos em estados como Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Goiás e Mato Grosso.
O plano de expansão é sustentado por diversas captações no mercado, incluindo debêntures e aportes estruturados. Em 2025, a gestora AZ Quest realizou um aporte de R$ 650 milhões por meio de um fundo de infraestrutura, reforçando a estratégia de crescimento da companhia.
Confiança na GD e futuro do setor
Mesmo com incertezas regulatórias, o executivo afirma que a geração distribuída continua sendo a fonte energética mais eficiente e vantajosa.
Segundo ele, instabilidades regulatórias fazem parte do ambiente de negócios, mas não devem comprometer uma indústria que gera benefícios diretos à sociedade.
A empresa também desenvolve um projeto de 180 MW em geração solar centralizada em Minas Gerais, voltado ao mercado livre, com previsão de conexão em 2029. Além disso, avalia oportunidades em armazenamento de energia e futuros leilões de baterias.
Para Pinto, a abertura do mercado livre para baixa tensão deverá representar uma transformação significativa na relação dos consumidores com a energia elétrica, ampliando a competitividade e o acesso a soluções energéticas mais eficientes.
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