Brasil soma 22 pedidos de data centers e vê nova onda de demanda por energia
Projetos já contratados podem multiplicar em mais de 11 vezes a carga ligada a data centers até 2030.
Novo plano destina US$ 13 bilhões à transição energética, com menor aporte em fontes renováveis intermitentes e foco ampliado em descarbonização e biocombustíveis.
A Petrobras divulgou seu Plano de Negócios para o período de 2026 a 2030 prevendo US$ 13 bilhões em iniciativas ligadas à transição energética. O montante corresponde a cerca de 11,9% dos US$ 109 bilhões de investimentos totais planejados, participação ligeiramente inferior à prevista no plano anterior.
Os recursos destinados a energia solar, eólica onshore e outras fontes renováveis foram reduzidos. No novo planejamento, os aportes somam US$ 1,78 bilhão, enquanto a versão anterior previa cerca de US$ 4,3 bilhões. A meta atual é instalar aproximadamente 1,7 GW de capacidade de geração elétrica, por meio de parcerias estratégicas e operações de fusões e aquisições.
O plano também reserva US$ 400 milhões para projetos de hidrogênio e US$ 900 milhões para iniciativas como captura, uso e armazenamento de carbono (CCUS), Corporate Venture Capital e outras frentes tecnológicas. No caso do hidrogênio de baixa emissão, a prioridade inicial será o desenvolvimento de projetos piloto e unidades de menor escala, incluindo uma planta experimental no Rio Grande do Norte com 2 MW de eletrólise, prevista para entrar em operação em 2026.
A estatal projeta que o hidrogênio poderá atender tanto às suas próprias metas de descarbonização quanto a futuras demandas industriais e logísticas, à medida que o mercado brasileiro avance em regulamentação e maturidade tecnológica.
No campo da descarbonização operacional, estão previstos US$ 4,3 bilhões, enquanto os bioprodutos devem receber US$ 2,2 bilhões para etanol, US$ 1,5 bilhão para biorrefino e US$ 1,1 bilhão para biodiesel e biometano. Outros US$ 1,2 bilhão serão destinados a pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias de baixo carbono.
A estratégia inclui parcerias, modernização de refinarias e implantação de unidades voltadas à produção de combustíveis renováveis. No segmento de biodiesel e biometano, a companhia destaca sinergias com sua infraestrutura existente e o potencial de atender à crescente demanda da indústria e do transporte pesado, além de reduzir a dependência de importações de gás natural.
O etanol também aparece como oportunidade estratégica, impulsionado pelo aumento do mandato de mistura e pela capacidade produtiva nacional. A Petrobras avalia participar do mercado por meio de participações minoritárias em empresas consolidadas, reduzindo riscos e acelerando sua inserção no setor. O combustível é considerado insumo relevante para a produção de SAF (combustível sustentável de aviação).
No biorrefino, o plano prevê tanto o coprocessamento em refinarias existentes quanto a construção de novas plantas dedicadas. Unidades como RPBC e Boaventura estão listadas com entrada prevista a partir de 2029, destinadas à produção de bioquerosene de aviação e diesel renovável.
A companhia afirma que a integração entre refinarias e biomassa permitirá ofertar produtos com menor intensidade de carbono e ampliar a atuação em segmentos difíceis de eletrificar, como aviação e navegação.
Segundo a Petrobras, essas iniciativas fazem parte de uma estratégia de transição gradual. Mantendo sua posição como empresa integrada de óleo e gás, a estatal busca ampliar presença em energias renováveis, combustíveis de menor emissão e tecnologias de descarbonização, estruturando um portfólio mais diversificado para os próximos anos.
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