Brasil soma 22 pedidos de data centers e vê nova onda de demanda por energia
Projetos já contratados podem multiplicar em mais de 11 vezes a carga ligada a data centers até 2030.
Operador mantém atenção ao armazenamento, sobretudo no Sul, e detalha avanço da integração de Roraima ao sistema nacional.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta afluências abaixo da média histórica até julho de 2026 e mantém monitoramento intensificado das condições hidrológicas no Sistema Interligado Nacional (SIN), com maior preocupação concentrada no subsistema Sul.
Segundo o Operador, episódios recentes da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) favoreceram as chuvas nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, especialmente nas bacias dos rios Paranaíba, Grande e alto e médio São Francisco, que registraram precipitações acima da média.
Apesar disso, o volume acumulado não foi suficiente para recompor o déficit pluviométrico anterior, o que reforça a necessidade de uma política operativa voltada à preservação dos recursos hídricos.
O ONS informou que segue acompanhando a evolução do período chuvoso, com atenção especial à bacia do rio Paraná e à região Sul. Entre as medidas previstas está a manutenção de defluências minimizadas nas usinas da bacia do Paraná, estratégia que busca preservar níveis de armazenamento.
“O ONS segue em articulação com os integrantes do CMSE e os agentes do setor, monitorando as condições dos reservatórios e as afluências. O Operador acompanha a performance do SIN e estamos prontos para adotar as medidas preventivas necessárias para garantir o pleno atendimento eletroenergético”, afirmou o diretor de Operação do ONS, Christiano Vieira da Silva.
Projeções de afluência e armazenamento
As estimativas indicam que, entre fevereiro e julho de 2026, as afluências devem permanecer abaixo da Média de Longo Termo (MLT).
No cenário superior, os volumes atingiriam 83% da MLT. Já no cenário inferior, o índice pode cair para 55%.
Para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, caso o cenário otimista se confirme, a energia armazenada poderá encerrar julho com 7,2 pontos percentuais acima do nível registrado no mesmo período de 2025. No cenário menos favorável, o armazenamento poderá ficar 31,2 pontos percentuais abaixo do observado no ano anterior.
Considerando todo o SIN, a projeção otimista aponta armazenamento 4,7 pontos percentuais acima de julho de 2025. No cenário inferior, o índice pode ser 26,2 pontos percentuais menor.
Integração de Roraima e desligamento de térmicas
Durante a reunião, o ONS também detalhou o cronograma para o desligamento das usinas termelétricas em Roraima, estruturado em três etapas, com conclusão prevista para abril de 2026.
A medida decorre da interligação do estado ao SIN, viabilizada pela energização do Linhão Manaus–Boa Vista, concluída em setembro de 2025. Com a conexão, Roraima deixa de operar de forma isolada e reduz significativamente a dependência da geração térmica local.
Segundo o Operador, a integração reduz o uso de usinas térmicas, diminui emissões de CO₂ e amplia a estabilidade do fornecimento nos estados do Amazonas e de Roraima, fortalecendo a segurança energética e operacional da região Norte.
Conheça nossa rede de integradores parceiros e encontre a opção ideal para seu projeto solar agora mesmo.
Seja um parceiro
Estamos presentes em todo o Brasil, faça parte de nossa rede ideal de integradores.