ONS projeta afluências abaixo da média e reforça monitoramento do SIN até 2026

Operador mantém atenção ao armazenamento, sobretudo no Sul, e detalha avanço da integração de Roraima ao sistema nacional.

ONS projeta afluências abaixo da média e reforça monitoramento do SIN até 2026
Notícia 16/02/2026 • Brasil - Norte e Sul

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta afluências abaixo da média histórica até julho de 2026 e mantém monitoramento intensificado das condições hidrológicas no Sistema Interligado Nacional (SIN), com maior preocupação concentrada no subsistema Sul.

Segundo o Operador, episódios recentes da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) favoreceram as chuvas nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste, especialmente nas bacias dos rios Paranaíba, Grande e alto e médio São Francisco, que registraram precipitações acima da média.

Apesar disso, o volume acumulado não foi suficiente para recompor o déficit pluviométrico anterior, o que reforça a necessidade de uma política operativa voltada à preservação dos recursos hídricos.

O ONS informou que segue acompanhando a evolução do período chuvoso, com atenção especial à bacia do rio Paraná e à região Sul. Entre as medidas previstas está a manutenção de defluências minimizadas nas usinas da bacia do Paraná, estratégia que busca preservar níveis de armazenamento.

“O ONS segue em articulação com os integrantes do CMSE e os agentes do setor, monitorando as condições dos reservatórios e as afluências. O Operador acompanha a performance do SIN e estamos prontos para adotar as medidas preventivas necessárias para garantir o pleno atendimento eletroenergético”, afirmou o diretor de Operação do ONS, Christiano Vieira da Silva.

Projeções de afluência e armazenamento

As estimativas indicam que, entre fevereiro e julho de 2026, as afluências devem permanecer abaixo da Média de Longo Termo (MLT).

No cenário superior, os volumes atingiriam 83% da MLT. Já no cenário inferior, o índice pode cair para 55%.

Para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, caso o cenário otimista se confirme, a energia armazenada poderá encerrar julho com 7,2 pontos percentuais acima do nível registrado no mesmo período de 2025. No cenário menos favorável, o armazenamento poderá ficar 31,2 pontos percentuais abaixo do observado no ano anterior.

Considerando todo o SIN, a projeção otimista aponta armazenamento 4,7 pontos percentuais acima de julho de 2025. No cenário inferior, o índice pode ser 26,2 pontos percentuais menor.

Integração de Roraima e desligamento de térmicas

Durante a reunião, o ONS também detalhou o cronograma para o desligamento das usinas termelétricas em Roraima, estruturado em três etapas, com conclusão prevista para abril de 2026.

A medida decorre da interligação do estado ao SIN, viabilizada pela energização do Linhão Manaus–Boa Vista, concluída em setembro de 2025. Com a conexão, Roraima deixa de operar de forma isolada e reduz significativamente a dependência da geração térmica local.

Segundo o Operador, a integração reduz o uso de usinas térmicas, diminui emissões de CO₂ e amplia a estabilidade do fornecimento nos estados do Amazonas e de Roraima, fortalecendo a segurança energética e operacional da região Norte.

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