Brasil soma 22 pedidos de data centers e vê nova onda de demanda por energia
Projetos já contratados podem multiplicar em mais de 11 vezes a carga ligada a data centers até 2030.
Companhia amplia estratégia com solar, baterias e data centers, enquanto acompanha novos leilões bilionários de infraestrutura.
A Axia Energia iniciou uma nova fase estratégica focada em diversificação e expansão de negócios, indo além de suas atividades tradicionais de geração e transmissão. Após concluir um ciclo de reorganização interna e finalizar obras estruturais importantes, como o linhão Manaus–Boa Vista, a companhia passa a mirar oportunidades emergentes no setor elétrico brasileiro.
Atualmente, a empresa opera cerca de 74 mil km de linhas de transmissão e mais de 40 GW de geração — predominantemente hidrelétrica — e busca ampliar sua presença em áreas de maior densidade tecnológica e potencial de crescimento.
Segundo o CEO Ivan Monteiro, a companhia já atua na assessoria técnica para projetos de data centers e assinou memorandos de entendimento em diferentes estágios de desenvolvimento.
Dois projetos, localizados em Campinas e Canindé do São Francisco, avançam em tratativas com o governo federal. De acordo com o executivo, a demanda por suporte técnico tem crescido rapidamente, refletindo a transformação do setor energético.
Além disso, a empresa avalia oportunidades em geração renovável, especialmente solar, mesmo sem aquisições imediatas previstas. A estratégia busca equilibrar modernização de ativos com novas oportunidades que posicionem a Axia como fornecedora completa de soluções energéticas.
Novas frentes e inteligência estratégica
Entre os segmentos emergentes analisados estão data centers, hidrogênio verde, eletrificação industrial e sistemas de armazenamento por baterias.
Com a abertura total do mercado livre de energia e mudanças estruturais no setor, a companhia também investe no chamado “funding intelectual” — desenvolvimento de conhecimento técnico e capacidade analítica para atuar em um ambiente mais competitivo e dinâmico.
Radar voltado para megaleilões
No centro dessa estratégia estão os grandes leilões de transmissão previstos pelo governo federal, que devem movimentar bilhões em investimentos.
Entre os projetos monitorados está o bipolo de aproximadamente 2,5 mil km que deverá conectar o Nordeste ao Sul do país, com investimentos estimados em cerca de R$ 26,5 bilhões.
Diante da magnitude dos projetos, a formação de consórcios não está descartada. O executivo comparou a estratégia ao setor de petróleo, onde grandes empresas frequentemente compartilham investimentos para mitigar riscos financeiros.
A presença de competidores globais, como a State Grid, reforça a relevância de decisões estratégicas sobre parcerias e estrutura de capital.
Investimentos e expansão
Os planos da companhia incluem investimentos de aproximadamente R$ 10 bilhões em 2026, mantendo a trajetória de crescimento e posicionando a empresa para capturar oportunidades nos próximos ciclos de expansão do setor elétrico.
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